Jejum, uma abstinência voluntária de alimento, foi praticado durante séculos como um meio para o povo do Senhor se humilharem perante Ele e aumentar sua capacidade de receber bênçãos. Os Mórmons hoje praticam o jejum por essas mesmas razões. Eles jejuam para receber força espiritual.
No Mormonismo, um Domingo em cada mês é reservado como “Domingo de jejum.” Neste dia todos os membros são encorajados para jejuar por vinte e quatro horas (do jantar no Sábado à noite ao jantar no Domingo). No Domingo de jejum, cada família faz contribuições monetárias, chamadas “ofertas de jejum,” que são ao menos igual a, se não mais que, a quantia que eles teriam gastado em alimentos se não estivessem jejuando.
No Velho e Novo Testamento há referências sobre jejum e as bênçãos recebidas por fazê-lo. Na lei Judia, o Dia da Expiação (o décimo dia do sétimo mês) trouxe com ele uma necessidade de jejum. Neste dia o sumo sacerdote Judeu faria sacrifícios antes do Senhor como contribuições de pecado. Estas contribuições foram ligadas ao sacrifício final de Jesus Cristo, e esta semelhança é descrito em Hebreus 9:6-28. Hebreus 9:28 declara: “Assim também Cristo, oferecendo-se uma vez para tirar os pecados de muitos; aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o esperam para salvação.” Os sacrifícios no Dia de Expiação trouxeram uma recordação anual de pecado, e o sacrifício de Cristo retira este pecado e leva à cura completa dos Seus seguidores.
No entanto, o Dia de Expiação parece ser o único jejum necessário por lei. Outros jejuns eram habituais como um meio de mostrar devoção ao Senhor. Lucas 18:11-12 tem um relato de um sacerdote Judeu que se considerou justo por práticas religiosas tal como o jejum. Lemos: “O Fariseu, orava consigo desta maneira: Ó Deus, graças te dou porque não sou como outros homens … Jejuo duas vezes na semana, e dou os dízimos de tudo quanto possuo.”
Também, parece que em tempos antigos o jejum estava acompanhado por outros costumes, tal como rasgar as vestes e parecer humilde ou triste (ver 1 Reis 21:27).
O Senhor Jesus Cristo ensinou a importância do jejum e as bênçãos de fazê-lo com humildade (ver Mateus 6:16-18). Durante Sua vida, Jesus Cristo foi tentado pelo diabo. Durante os quarentas dias da Sua tentação Ele jejuou. Lucas 4:2 declara: “E quarenta dias foi tentado pelo diabo, e naqueles dias não comeu coisa alguma; e, terminados eles, teve fome.”
Hoje os Mórmons acreditam que o jejum é necessário para permanecer perto de Deus durante o tempo de grande julgamento ou tentação. Sobre essa experiência do Salvador, no Livro de Mórmon o profeta Mosias escreveu: “E assim a carne, tornando-se sujeita ao Espírito, ou o Filho ao Pai, sendo um Deus, sofre tentações e não cede a elas” (Mosias 15:5). O jejum nos traz mais próximo a Deus, quando ele ou ela recusa as tentações de um corpo físico.
Há relatos na Bíblia de jejum no princípio da igreja cristã, depois da partida de Jesus Cristo da terra (ver Atos 13:1-3, 1 Coríntios 7:5).
No Mormonismo o jejum é visto como uma prática antiga, mas os Mórmons hoje não executam os mesmos sacrifícios e práticas como foram feitos nos tempos bíblicos. O jejum, voluntariamente abstendo-se de alimento, tem grandes benefícios espirituais quando praticado corretamente com humildade e propósito. O Domingo de jejum não é somente um tempo para jejuar. Aliás, membros da Igreja Mórmon jejuam freqüentemente por várias razões. O Livro de Mórmon contem muita informação atual sobre o jejum e os Mórmons seguem essas diretrizes para a própria vida.
Como um exemplo de jejuar para dar graças ao Senhor, Alma 45:1 conta um relato dos povos das Américas. Estas comunidades anteciparam a vinda de Cristo e foram entregues em batalha: “renderam graças ao Senhor seu Deus; sim, jejuaram e oraram muito e adoraram Deus com grande alegria.”
Os mórmons acompanham suas orações com um jejum quando estão em necessidade de algo ou quando tem um desejo justo. Esta prática ajuda um indivíduo a sentir-se mais próximo da presença do Senhor ou se está digno de receber as bênçãos que eles necessitam.
Um bom exemplo da força espiritual que vem do jejum, que os mórmons procuram pela força e prática, é visto outra vez em O Livro de Mórmon: “Não obstante, jejuavam e oravam freqüentemente e tornaram-se cada vez mais fortes em sua humildade e cada vez mais firmes na fé em Cristo, enchendo a alma de alegria e consolo, sim, purificando e santificando o coração, santificação essa resultante da entrega de seu coração a Deus” (Helamã 3:35).


