A religião Mórmon é uma fé cristã, e a adoração de Jesus Cristo ocupa uma posição central nela. A religião Mórmon não é um ramo da ortodoxia cristã, nem é uma fé protestante. As igrejas protestantes foram criadas para reformar a Ortodoxia, que eles acreditavam que havia se extraviado da verdade. Em vez disso, A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias é a restauração ou o restabelecimento da antiga igreja de Jesus Cristo, com as mesmas doutrinas, poder e autoridade, reveladas novamente por Cristo. A religião Mórmon é liderada por profetas de Deus e é organizada do mesmo modo que a igreja primitiva com os doze apóstolos e os quóruns dos setenta. Como nos tempos antigos, não há ministros profissionais. Em vez disso, pessoas leigas que já possuem outra profissão ou carreira são chamadas para servir (e a grande maioria mantem seus empregos para sustentar a si mesmos e suas famílias) e são guiadas principalmente por revelação. Algumas das doutrinas do mormonismo parecem estranhas para os outros, por causa das verdades que foram perdidas ao longo dos séculos. Os Mórmons chamam esse fenômeno de “Grande Apostasia”, o gradual afastamento do conhecimento e da autoridade de Deus e a adoção dos preceitos e filosofias humanas. Durante esse afastamento, previsto pelo apóstolo Paulo, a autoridade para agir em nome de Deus foi retirada, e os milagres cessaram.

Em 1820 no nordeste dos Estados Unidos, houve um reavivamento religioso conhecido como o “Segundo Reavivamento”. A área de Nova York foi apelidada o “distrito queimado”, por causa de todos os reavivamentos e competição religiosa entre as várias seitas cristãs realizadas ali. A família de Joseph Smith, Jr. era composta de cristãos devotos, porém não afiliados. Eles participavam do maior numero de reuniões possíveis com as demandas da agricultura familiar e sua relativa pobreza. Parte da família resolveu seguir à fé presbiteriana e outros se voltaram à fé metodista. Joseph, porém, então com catorze anos, não conseguia compreender por que a mesma Bíblia suscitava tantas interpretações diferentes e por consequência tantas denominações. Todas elas afirmavam que possuíam a verdade, porém não poderiam ser todas verdadeiras, porque não compartilhavam da mesma doutrina. Enquanto estudava a Bíblia, Joseph se deparou com alguns versículos no livro de Tiago que dizia: “Se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente, e o não lança em rosto, e ser-lhe-á dada” (Tiago 1:5 ).

Joseph relatou em sua história como se sentia:

“Jamais uma passagem de escritura penetrou com mais poder no coração de um homem do que essa, naquele momento, no meu. Pareceu entrar com grande força em cada fibra de meu coração. Refleti repetidamente sobre ela, tendo consciência de que se alguém necessitava da sabedoria de Deus, era eu, pois eu não sabia como agir e, a menos que conseguisse obter mais sabedoria do que a que tinha então, nunca saberia; pois os religiosos das diferentes seitas interpretavam as mesmas passagens de escritura de maneira tão diferente, que destruíam toda a confiança na solução do problema através de uma consulta à Bíblia. Finalmente cheguei à conclusão de que teria de permanecer em trevas e confusão, ou fazer como Tiago aconselha, isto é, pedir a Deus. Resolvi ”pedir a Deus”, concluindo que, se ele dava sabedoria aos que tinham falta dela e concedia-a liberalmente, sem censura, eu podia aventurar-me” (Joseph Smith História 1:12, 13).

Joseph se retirou para um bosque na fazenda da família e, pela primeira vez em sua vida tentou orar em voz alta. Ele foi quase impedido por uma força, um mal invisível que ameaçou tirar sua vida, porém ao resistir e se apegando a Deus, o poder maléfico foi detido, e o bosque se encheu de luz. Na luz, Joseph viu dois personagens de glória indescritível. Um introduziu o outro dizendo: “Este é o meu Filho Amado Ouve-O!” A visão de Joseph dissipou a crença compartilhada por todas as seitas cristãs, de que Deus era um espírito e Cristo é Sua versão encarnada. Joseph viu dois homens de carne e osso, glorificados e ressuscitados, Deus o Pai e Jesus Cristo. Quando Joseph havia se recomposto, ele se aventurou a fazer a sua pergunta – a qual igreja ele deveria unir-se. Ele então foi instruído por Jesus Cristo a não se filiar a nenhuma delas, porque a verdade estava prestes a ser restaurada sobre a terra.

Este evento marcou o início do que é conhecido hoje como a “última dispensação”. É o tempo do cumprimento de todas as coisas, o último período profético antes da Segunda Vinda de Jesus Cristo. O Senhor esta estabelecendo Sua Igreja e reino na preparação para esse evento. Joseph Smith foi então conduzido a um lugar onde estava oculto um livro de escrituras que havia sido escrita por um grupo de israelitas, que tinham sido levados para a América para escaparem do cativeiro Babilônico por volta do ano 600 a.C. Seu registro é uma segunda testemunha de que Jesus Cristo viveu em Israel, serviu Seu ministério, e foi crucificado, e no terceiro dia, ressuscitou, e agora reina no céu, pois Ele os visitou depois de Sua ressurreição. O registro termina por volta do ano 400 d.C., quando o povo caiu em iniquidade e, portanto, foram destruídos por seus inimigos. A principio viviam a Lei de Moisés, mas os seus profetas os prepararam para a vinda de Cristo. Eles testemunharam dos sinais de Seu nascimento e morte, como prometido por seus profetas. Depois que Cristo os visitou e estabeleceu a Sua igreja, eles desfrutaram de mais de 200 anos de perfeita paz e prosperidade, até que se afastaram da verdade e foram destruídos. Assim, o “Livro de Mórmon” é o registro de um povo decaído e contém muitas advertências para nós.

Pessoalmente e através de mensageiros celestes, Jesus Cristo, restaurou a autoridade do sacerdócio de Aarão (Levítico) e do sacerdócio maior. Através de mensageiros celestiais, Ele também restaurou a autoridade para agir em Seu nome, e o poder para mais uma vez realizar os milagres dos apóstolos antigos. Os homens dignos da Igreja Mórmon possuem esse sacerdócio, e todos os milagres realizados pelos apóstolos antigos são comuns na igreja restaurada hoje.

As doutrinas não mudam, mas a revelação moderna que guia a Igreja permite o seu crescimento e auxilia o aperfeiçoamento dos seus membros em todo o mundo. Os Mórmons não vivem vidas isolados, mas seguem a máxima que diz “estão no mundo, mas não são do mundo”. Os Mórmons não devem ser confundidos com seitas secretas que praticam a poligamia e que se auto proclamam “mórmons”, a verdadeira religião Mórmon tem mais de 14 milhões de membros que são bons cidadãos, onde quer que eles vivam e não praticam a poligamia.

Os Mórmons acreditam nos mandamentos, e se esforçam para seguir a Cristo, guardando Seus preceitos. Os dois maiores mandamentos são amar a Deus com todo o seu poder, mente e força, e amar o próximo como a si mesmo (Mateus 22:36-39). Os Mórmons constroem os templos como casas de Deus. São lugares de culto e meditação, mas também lugares de revelação pessoal. Eles também servem incansavelmente seus semelhantes. O programa de bem-estar e de ajuda humanitária da Igreja Mórmon são reconhecidos em todo o mundo.

 

Pessoas que pertencem à religião Mórmon são ensinados a manter a Lei da Castidade, que proíbe a atividade sexual fora do casamento. O casamento é sagrado, e os mórmons se casar para a eternidade através de votos trocados em seus templos sagrados. Os Mórmons acreditam no casamento tradicional, que não é o casamento de s anos 50 na América, mas o casamento de Adão e Eva, que era eterno e santo. Eles foram ordenados a se multiplicar e encher a terra, e as famílias são centrais na religião Mórmon.

A religião Mórmon também tem uma lei de saúde, chamado de a Palavra de Sabedoria, que foi originalmente recebida por revelação por Joseph Smith. Ela proíbe o uso de álcool, tabaco, café, chá, e drogas prejudiciais. A Palavra de Sabedoria também instrui os membros da igreja a comer alimentos saudáveis da estação, prometendo com isso maior conhecimento, assim como força física. Os Mórmons obedecem a lei do dízimo, que consiste na doação de 10% de sua renda para a edificação do reino de Deus sobre a terra. A lei do jejum é praticada uma vez por mês, o dinheiro não usado na alimentação é então doado para atender os necessitados. Eles também doam para o fundo missionário, de construção de templos, ajuda humanitária, e outros programas.

Muitos membros da religião Mórmon doam alguns anos de sua vida para servirem uma missão de tempo integral custeadas por eles mesmos. Eles servem fazendo proselitismo, mas também prestam serviços à comunidade ou de ajuda humanitária. Há missões para casais aposentados, mas a maioria dos missionários são homens entre 19 a 21 anos de idade (que servem por dois anos) ou moças entre 21 a 23 anos de idade (que servem para 18 meses). O serviço missionário transforma aqueles que servem. Eles muitas vezes aprendem a dominar uma língua estrangeira e seu contexto cultural, aprendem a liderar e a servir com a ajuda do Senhor. Muitos artigos têm ultimamente sido publicados pelos meios de comunicação atribuindo a criação de muitos importantes CEOs ao serviço missionário e os líderes de governo a partir do serviço prestado pelos membros da Igreja Mórmon.

Algumas pessoas têm ouvido rumores inverossímeis a respeito da doutrina e comportamento dos Mórmons, e infelizmente acabam por espalharem esses rumores sem se preocuparem em descobrir a verdade sobre a religião Mórmon, ou a verdade sobre a história da Igreja. Mas podemos ver os frutos que a fé mórmon produz, entre eles estão a moralidade, felicidade, e pessoas saudáveis prontas a servirem seus semelhantes.

You can leave a response, or trackback from your own site.

Deixe uma resposta